Especialista em pesca esportiva fala sobre o início da temporada amazônica e de sua importância

Maicon Bianchi

Maicon Bianchi referência em pesca esportiva no país explica que o objetivo é sempre devolver o peixe para seu habitat, criando assim uma nova mentalidade nos pescadores

Para os apaixonados por pescaria esportiva está aberta a temporada amazônica, em Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas. O período começou no início de setembro, quando as chuvas começaram a diminuir na região, e vai até março de 2022 com o retorno das cheias. O especialista em pesca Maicon Bianchi conta que é o regime das águas que define esse período. “Em setembro, as águas começam a baixar, voltam pro leito do rio e, consequentemente, os peixes voltam também, assim fica mais fácil capturá-los”, explica. Bianchi também frisa a importância de devolver os animais para os rios. 

A ideia central da pesca esportiva é justamente devolver o peixe para a natureza em perfeitas condições de sobrevivência. Afinal, o animal é o protagonista da prática, então ele precisa sempre ser preservado. É o famoso pesque e solte. Maicon Bianchi explica que é necessário que o peixe siga seu ciclo, até para que possa reproduzir e garantir a preservação da espécie e  por consequência, a continuidade da pescaria esportiva. “Ao ser capturado, o peixe acaba tendo um pequeno machucado superficial, porque tem garateias, anzóis. Mas ele se regenera e se recupera em pouco tempo”, detalha.

O município de Barcelos, que é banhado pelo Rio Negro, por muitos anos sofreu com a pesca predatória. Na cidade existia um grupo que chamavam de geleiro, que, com barcos regionais, matavam toneladas de peixes para comercializar  principalmente na capital do estado, Manaus. O que mudou essa realidade foi o decreto de uma lei de proteção ao tucunaré-açu, que proíbe de matar até mesmo para o consumo local.

Maicon Bianchi acredita que a pesca esportiva auxilia na nova mentalidade, pois também está ligada à melhoria da economia dos moradores locais. “Alguns pescadores ribeirinhos que matavam o peixe, os vendiam por um preço que não compensava. Hoje em dia, eles levam os pescadores esportivos para os locais de pesca e conseguem tirar até 900 reais por semana, fora as caixinhas, pois recebem uma diária. Isso ajuda na mentalidade de preservar a vida dos peixes.” conta.

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