Acesso à Justiça e direitos básicos ainda não é democrático no Brasil, afirma procuradora federal Sarah Bastos

Sarah Bastos

Autora do livro “Conheça seus direitos”, Sarah Bastos Assmann aponta que a ignorância jurídica priva à população do exercício da cidadania

Direito à saúde, educação, proteção à infância. Apesar de previstos na Constituição de 1988, 64,9% da população não têm acesso a pelo menos uma das garantias fundamentais ao cidadão, segundo a Pesquisas Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE 2017 e 2018. Indo para outras áreas do direito, levantamento do Boa Vista SCPC, 67% dos brasileiros conhecem um ou nenhum direito enquanto consumidor, bem como 31,6% não sabe que jornada de trabalho deve ser, de no máximo, 44 horas semanais de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito.

A procuradora federal Sarah Bastos Assmann, autora do livro “Conheça seus direitos”, explica que essa falta de conhecimento em direitos básicos impede que o indivíduo exerça a própria cidadania. “É uma questão cultural, por isso precisamos incentivar. Ao conhecer a constituição, bem como leis e códigos civis, a população consequentemente tem noções amplas de direitos, mas também deveres, e passa a exercer a cidadania com propriedade”, analisa.

Para ela, o direito deveria ser uma disciplina básica no currículo escolar, mas ainda falta interesse das áreas dos governos em tornar o acesso à Justiça mais democrático. “Há uma falta de divulgação por parte tanto dos órgãos públicos, em relação a cartilhas, como também da iniciativa privada. Vale lembrar que esse desconhecimento não é uma questão de renda, de nível social, visto que a internet tem um alcance tão estendido para todas as classes sociais”, comenta.

O problema é que culturalmente o direito não é levado à população, e sim buscado por ela em momentos específicos da vida, como demissão e aposentadoria. “A educação em direito deve ser preventiva, visto que a precaução é mais válida do que a resolução e quando o cidadão conhece seus direitos, ele consegue se precaver e até evitar esse abarrotamento do judiciário”, aponta.

A autora relata inclusive que a ideia de escrever o livro “Conheça seus direitos”, veio justamente da observação dos casos que chegavam à sua mesa. “O meu livro é uma sementinha que foi plantada e a renda dele é destinada à população vulnerável. A ideia é que ele se torne uma cartilha escolar, assim tenho o projeto de escrever um segundo volume, focado no direito previdenciário”, diz.

Compartilhe nas redes sociais

Conteúdo patrocinado

Essa publicação é de responsabilidade do autor  não sendo de responsabilidade do portal.

Últimas notícias

Mais notícias

“Muitas das dúvidas das minhas seguidoras, já foram minhas dúvidas também” Relatou Franciele Roulim

Influenciadora brasileira Bianca Cordelly compartilha fragmentos do dia-a-dia europeu nas redes sociais

Cantor Ricardo Guima lança seu novo Clipe “ Me Telefona” pela gravadora Berverly Disco

Casal Viajante lgbtqia+ é sucesso na internet e viaja para casa flutuante

Após realizar o grande Mutirão dos Olhos, Paula Prata viabiliza ambulância para o município de Gov. Newton Bello-Ma

Gleison de Sousa e o sonho de ser jogador de futebol

Vinícius de Lima Neves: Tenha sempre cuidado com os programas espiões

Thammy é verificada no Instagram

7 motivos para começar a aprender espanhol hoje

Dr. Iago Leônidas prova que com persistência qualquer pessoa tem a chance de mudar sua vida