Marcas de luxo apostam em plataformas de compra online para atrair novas gerações, avalia consultora Juliette Longuet

Juliette Longuet

A pandemia frustrou os planos de viagem de quem pretendia ir para o exterior e aproveitar para fazer compras. No entanto, a boa notícia é que o isolamento facilitou e expandiu as vendas online. 

Na primeira semana de novembro, a Gucci lançou em Milão a Vault, uma plataforma de ecommerce da marca concebida para atrair a Geração Z. Reunindo 13 jovens designers, como a estilista Hillary Taymour, da Collina Strada, e a dupla Jordan Bowen e Luca Marchetto, da marca londrina Jordanluca, a loja online é descrita pela Gucci como uma máquina do tempo, uma laboratório, um ponto de encontro, “que evoca um ar de magia, denotando a presença de amor pela beleza, pelos sonhos e pela paixão”. 

A Vault – que poderia ser traduzida livremente como cofre, câmara, ou sala de objetos preciosos – é a aposta da marca para alcançar seus consumidores durante o período pós-pandêmico, em que algumas medidas sanitárias ainda estão em vigor para proteger a população do coronavírus, e os desfiles ensaiam uma volta tímida às principais capitais da moda. 

A casa italiana não é a única a garantir presença online para driblar a crise gerada pela pandemia. O relatório anual da marketplace de marcas de luxo TheRealReal, revelou que a Louis Vuitton é a mais comprada por clientes na plataforma de ecommerce. O ingresso de membros na loja de revendas também bateu recorde durante a pandemia, com 6 milhões de pessoas em 2021. 

Para a consultora de marcas de luxo e designer Juliette Longuet, os números são um reflexo da tentativa de reinvenção das marcas para atrair consumidores mais jovens e cruzar fronteiras erguidas pela maior crise sanitária do século. A designer que já teve as coleções comercializadas nas principais lojas de luxo em Nova York especializou-se na curadoria de peças de luxo. Ela explica que muitas marcas com pouca presença online, tiveram de se esforçar nos últimos meses para tornar as vendas mais atraentes por meio de redes sociais. 

Outra estratégia, segundo a consultora, foi alterar os formatos de lançamento. “Algumas marcas tiveram de reduzir suas coleções e agora elas não estão mais atreladas a estações específicas. É ver e comprar imediatamente, tudo pode ser usado a qualquer momento”, diz Juliette. Entre as melhores escolhas de lojas com presença online para compras durante a pandemia, a designer recomenda as nova-iorquinas Fivestory e Ulla Johnson, além da 24S, com curadoria de consultores franceses. 

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